São fins de noite que exalam exaustão
física e social.
Longas estradas na madrugada,
vazias, misturando
o breve relaxamento com a sensação amarga de vazio.
Olhares perdidos,
luz direta nos olhos,
vídeos engraçados tentando provocar um riso.
Alguns, fixos no infinito,
afogados em pensamentos confusos.
Garrafa de cerveja na mesa
e o medo constante de voltar para casa.
Outros se perdem nos fones,
em músicas que trazem propósitos
ou apenas mais questionamentos sobre a própria existência.
Crucifixos pendurados, mãos trêmulas,
uma reza pedindo segurança.
Milhões de olhares cansados,
cada um do seu jeito, e não se encontram,
procurando uma válvula de escape
ou simplesmente um momento para respirar.
O mundo corre demais,
e ao mesmo tempo demora.
Livros e poemas já não trazem
o romance, a aventura, o drama.
A escrita anda escassa.
Mas se eu pudesse ler olhares,
não encontraria palavras para descrever.
Apenas o vazio
e a solidão da noite
sabem o nome desse sentimento.
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