Procurando nas palavras minha evolução,
Num amontoado de papéis deixo escritas minhas quedas.
Vivo descrevendo minhas dores como poesias bonitas.
Busco na escuridão uma forma de encontrar a luz,
Mas, nessa busca incansável, deixo de olhar para dentro de mim.
A luz que há em mim faz fissuras em minha pele,
Porque insisto em ocultá-la.
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Por que nós, humanos frágeis, vivemos nessa busca incessante?
Se todo mal e todo bem nascem em nosso interior?
Essa luz que procuramos quase nos rasga,
Pois vemos brilho em tudo, menos em nós mesmos.
Procuramos ao redor, até no que é imutável, astral, incoerente.
Transformamos nossas buscas em um flagelo, Nos auto-flagelando.
E, enquanto o sangue escorre, sorrimos…
E seguimos procurando…

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