“Quando abri meus olhos, observei você a chorar. Pisquei os olhos novamente e a vi sumir.
Me perguntei o porquê de você ter aparecido para mim nesse estado e sumido novamente.
Quando me toco, vejo você dizendo:
‘Por quê? Por quê?’
Vejo suas lágrimas caírem, vermelhas como sangue.
Gritei seu nome, mas você apenas dizia:
‘Por quê? Por quê?’
Eu me deparava com suas lágrimas de sangue derramando-se ao solo dessa estrada sem fim.
Assim, me lembro dos motivos das suas lágrimas. Fui eu.
Eu a fiz chorar por me tornar frio por um momento.
Vejo você novamente, chorando, sangue escorrendo, me perguntando o porquê.
Quando me toco, estou de joelhos na estrada,
Lhe pedindo perdão, mesmo que seja tarde.
Quando você precisou, eu não soube te ajudar.
Agora, ajoelho-me na estrada, nesse estado, e grito:
‘Perdão! Por tudo o que te fiz sofrer, pelos motivos que tirei sua alegria.’
Peço perdão, perdão, perda.
Mas você não ouve minha voz.
E o estado em que te vejo:
Lágrimas sem fim, sangue, gritos.
Por que fui tão idiota de fazer algo assim?
Por que fui fazer?
Mas agora é tarde.
Não sei o que fazer para trazer sua alegria, que antes era gerada pela minha.
Queria mudar a tristeza que deixei em seu coração.
Tenho que ser forte, mas não sou,
E dependia de você.
Só fiz o errado.
Continuo a ver você aparecer e sumir.
Gritar, chorar, sangue escorrendo de você.
Eu irei segui-la até encontrá-la novamente.
Quero poder mudar tudo…
E assim, você desaparece novamente…
E eu sigo nessa estrada sem fim à sua procura.”
14 de jan. de 2013
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