Obsessed by the Moon

Um vinho,
uma caneta da mais escura possível,
e um papel em branco,
para rabiscar toda a minha angústia, tristeza e decepção,
transformando em letras toda a minha lamentação.

Em uma poesia, palavras tristes se tornam palavras de amor,
uma poesia para aqueles que, ao lerem, sintam minhas emoções e dores.
Que se emocionem ao ler apenas um verso,
escrevo para os que conhecem as verdadeiras angústias e emoções.

Para os que sentem as mais sujas amarguras,
uma alma lamentável que se entregou ao desespero total,
se comprimindo em silêncio.

Quero escrever para os que têm os olhares mais tristes,
que conhecem o sofrimento,
escrevo para os que possuem os corações mais gélidos e escuros.
Quero mostrar toda a minha raiva e ódio em cada palavra,
sentir as lágrimas mais verdadeiras,
sentir as emoções mais genuínas.

E para outros, quero mostrar que até o poeta mais triste sabe escrever
o verso mais romântico,
quero mostrar que aquele que venera a escuridão já conheceu o verdadeiro amor,
já disse “eu te amo” com sinceridade.

Mostrar que o mesmo já sorriu com pureza,
mesmo aquele apaixonado pelo mundo mais obscuro
já soubera o que era um “sentimento”.
Aquele com a mente perturbada pelos pensamentos mais insanos,
aquele com os desejos mais perversos,
aquele que foi deixado só,
que trocou tudo pelo silêncio mais puro.

O mesmo que grita em seu quarto, numa madrugada,
consumido pela loucura de uma solidão severa,
o que mutilou seu próprio corpo,
o que agora se enforca em seu quarto,
consumido pela loucura, pelas lágrimas de desespero,
entregando-se ao eterno silêncio.

04/04/2015 -02:05

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora