Obsessed by the Moon

Quem sou eu?

Sou o vazio, o que ajuda, o que alegra mas não existe, sou aquele que aparece quando precisa e desapareço pois não existo, sou o sorriso mas dou-lhe as costas, sou as lágrimas, sou o que sente a dor só de olhar para seus olhos, sou o que repara mas está quebrado, sou o que cura e sou aquele que sangra, sou o que seca as lágrimas, mas sou o que engole as minhas próprias, sou quem limpa as feridas mas faço as minhas próprias. Eu sou… O vulto na multidão, sou a sombra que o sol apaga, eu coexisto mas não existo, sou o nada, ao mesmo tempo sou tudo por trás das sombras, passo por você mas não me vê, não sente… quando pensar em olhar, já desapareci na multidão, não vê meus olhos castanhos nem a minha roupa preta desleixada, só sente o vento ao passar mas não há nada, coexisto pois não tenho lugar, então ando sem rumo deixando partes de mim que nunca irão saber quem deixou, e sou o vulto, o exalar da escuridão; se sentiu, foi só meu vulto a encostar em seus ombros e dizer a teu ouvido: vai ficar tudo bem… mas as palavras se perdem com os ventos, se um dia ouvir minha voz, eu existi ali por um milésimo de segundos antes de desaparecer com a poeira das ruas…



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