Então, despeço-me, pois parto para outro lugar.
Outras lágrimas, outras feridas. Entrego-me ao mundo, para que ele me destrua e reduza o que restar de mim… Se é que ainda restam pedaços.
Estou partindo.
Para outro mundo, outro ser, um que não viva apenas de sofrimento. Vou me lançar ao desconhecido, ao impossível.
Mas e se eu não entrar nessa carona?
A estrada parece incerta; o horizonte é um abismo… Ou será só minha visão me enganando?
Deixo a carona passar.
A ponta de um 38 não é o caminho que quero. Talvez devesse seguir a pé, agora que as luzes da estrada acenderam. Já é tarde, sempre é tarde, mesmo quando ainda é dia…
Vou indo.
Preciso chegar antes do sol nascer. Até já.
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